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30 agosto 2011

Operação Avalanche ocupa três bairros da capital e 14 pessoas são presas

Jadson André e Antônio Nascimento
O dia amanheceu com uma operação policial contra o crime organizado em Curitiba. Com base em denúncias feitas pelo 181 e investigações, a polícia deflagrou a operação “Avalanche”, para cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pela justiça e prisões em flagrante. Os alvos foram os bairros Pinheirinho, Sítio Cercado e Ganchinho.
De acordo com um balanço inicial, 14 pessoas foram detidas, entre elas o traficante Ramon Kaue Marchiori Oliveira foi preso com 1,5 kg de crack. Ele foi encontrado na região do Pinheirinho. Durante dois meses a polícia investigou cerca de 62 pontos denunciados. Um carro foi apreendido, além de DVDs, drogas e armas.
Os trabalhos foram gerenciados pela Sesp (Secretaria de Segurança Pública do Paraná) e pelo setor de segurança da prefeitura da capital. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (30), a operação contou com a participação de 170 policiais militares, 120 policiais civis e 65 guardas municipais.

28 agosto 2011

Guarda Municipal em busca da sua identidade institucional

Tentam enganar a polícia e acabam presos

Julio César Lima
Os irmãos Ricardo Maria Mendes da Silva, 29 anos e seu irmão J.M.M.S. de 17, foram detidos pela Guarda Municipal de Curitiba na manhã de domingo (28), próximo ao Terminal do Carmo, em Curitiba (PR). Eles furtaram a carteira de Valdecir Carneiro e após serem identificados pela vítima disseram que haviam “encontrado” a carteira de Valdecir e iriam entregá-la. Eles deram nomes falsos – André Dias e Lucas - , mas os guardas verificaram documentações que provavam que ambos eram filhos de Regina Maria Mendes.
Julio César Lima

Segundo o guarda municipal Sidinir José Aal, Ricardo já esteve detido antes. “Ele foi preso por ter roubado uma porta ainda no início do mês. Já o irmão dele já esteve no Projeto Piá da Fazendinha, mas saiu de lá. Agora ele foi encaminhado novamente”, afirmou. Ricardo continuaria no domingo no 8º DP.
Extraída de: http://bandab.pron.com.br/policia/noticias/27394/?noticia=tentam-enganar-a-policia-e-acabam-presos

Guarda Municipal participa de Congresso no Rio Grande do Sul



Guarda Municipal Luís Mendes (centro) participa do desfile de bandeiros no congresso
       A Guarda Municipal de Cruz das Almas, representada pelo servidor Luís Mendes, participou do XXI Congresso Nacional de Guardas Municipais, que aconteceu de 17 a 19 de agosto, na cidade de Nova Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

       O evento discutiu a Lei de Regulamentação das Guardas Municipais, ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), os municípios e os guardas municipais na prevenção da violência e a eleição do Conselho Nacional de Guardas Municipais.

       O Congresso contou com 1.085 inscritos e 137 guardas municipais vindos de 19 estados brasileiros. A Bahia teve o segundo maior contingente do evento, com 10 municípios participantes: Cruz das Almas, Salvador, Feira de Santana, Serrinha, Maragogipe, Santo Antônio de Jesus, Itapetinga, Juazeiro, Jacobina e Itabuna.

       Atualmente a Guarda Municipal conta com 62 servidores que trabalham protegendo prédios e repartições públicas.
ASCOM - Prefeitura de Cruz das Almas

Barra Mansa participa do Congresso Nacional de Guardas Municipais

Publicado em 26/8/2011, às 13h47
 Última atualização em 26/8/2011, às 13h47

Divulgação
Comandante da GM é nomeado vice-presidente do Conselho Nacional de Guardas Municipais
Eleito: Comandante da GM é nomeado vice-presidente do Conselho Nacional de Guardas Municipais

Barra Mansa
Guardas municipais - entre eles, o gestor municipal de Segurança Pública, Jefferson Mamede, e o comandante da Guarda Municipal, Carlos Natanael Geremias - participaram do XXI Congresso Nacional de Guardas Municipais, que aconteceu na semana passada, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O evento, que foi realizado de 17 a 19 de agosto, reuniu mais mil profissionais de segurança pública, de 166 municípios de 24 estados brasileiros.
Na pauta dos debates e palestras, a regulamentação das Guardas Municipais, destacando as suas atribuições e competências, e a discussão sobre o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). Além disso, durante o encontro, foi eleita a nova diretoria do Conselho Nacional de Guardas Municipais. Na ocasião, o comandante da Guarda Municipal do município foi eleito o primeiro vice-presidente do Conselho.
- Estou muito satisfeito por ter sido escolhido o primeiro vice-presidente do Conselho, que é o órgão máximo do segmento das Guardas Municipais no país. Esse cargo foi fruto dos trabalhos que Barra Mansa vem desenvolvendo na área de segurança, por meio da Secretaria de Ordem Pública e da Guarda Municipal. Vimos implantando com sucesso novas políticas de segurança pública, de acordo com a matriz curricular da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e do Pronasci. A partir desse Conselho, que tem assento no Ministério da Justiça, minha missão é coordenar a integração das Guardas Municipais no Brasil, principalmente no Estado do Rio - disse, acrescentando que a oportunidade é uma grande responsabilidade.
Com isso, Barra Mansa se inclui ainda mais no cenário nacional das discussões de políticas de segurança pública propostas pelo Ministério da Justiça.


Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,45239,Barra-Mansa-participa-do-Congresso-Nacional-de-Guardas-Municipais.html#ixzz1WN3YgMWI

Homens são presos por agredir guarda civil

Os criminosos ainda quebraram uma viatura e roubaram o colete do guarda civil

Dois homens foram presos por agredir GCM (Guarda Civil Metropolitano) e destruir uma viatura por volta das 19h desta quinta-feira em São Mateus, na zona leste de São Paulo. O incidente ocorreu na rua Cristiano Job.

A GCM foi acionada depois de uma possível tumulto que os acusados realizavam na região. Ao serem abordados, os homens reagiram e agrediram um dos dois policiais que estavam na viatura.

Um dos indivíduos roubou o colete do GCM e saiu correndo. O policial conseguiu alcançar o ladrão. Os dois homens foram presos por roubo, resistência e desacato a autoridade. O caso foi registrado no 49º Distrito Policial.
Extraída de:  http://www.band.com.br/noticias/cidades/noticia/?id=100000452007

Trio capota veículo roubado durante troca de tiros com a Guarda Civil de Indaiatuba


Anderson (Breu) e Luiz Carlos Izzo
Na noite da última quarta-feira, três indivíduos capotaram um veículo roubado, na Rodovia Mário Tonoli, acesso principal de Itupeva a Indaiatuba.

Segundo informações, os indivíduos invadiram uma residência, localizada no condomínio “Mosteiro de Itaici” onde anunciaram o roubo e fizeram uma família de refém.

Do local, os bandidos roubaram pertences, entre eles: televisores, notebooks, home theater, além do veículo Corolla, ano 2008, de placas FFP-1122, de Indaiatuba, que foi usado para fuga. Os marginais fugiram pela rodovia Mário Tonoli, no sentido Itupeva.

Guardas municipais de Indaiatuba patrulhavam a região quando receberam o chamado pelo rádio. Os GM’s Abdias, Borges e Miranda avistaram o veículo suspeito, chamaram reforço e passaram a acompanhar os marginais. A polícia militar e a guarda municipal de Itupeva também foram informadas e montaram um cerco, na divisa entre os municípios, no bairro Santa Eliza.

Os bandidos perceberam o acompanhamento dos guardas e aumentaram a velocidade. Em certo momento e passaram a atirar contra os GM’s, que revidaram aos disparos.

A se aproximarem de uma curva, nas proximidades da fazenda Santa Rita, os marginais perderam o controle do veículo e capotaram por várias vezes.

José Aparecido Cardoso, que conduzia o veículo roubado, foi arremessado para fora do carro e desmaiou. Dois comparsas, ainda não identificados, conseguiram fugir por uma mata local. Os GMs ainda tentaram localizar os fugitivos, porém, devido o local ser escuro, eles não foram localizados.

Cardoso foi socorrido pelos próprios guardas ao Hospital de Indaiatuba, onde foi atendido pela equipe médica de plantão, sendo, posteriormente, conduzido ao plantão policial, onde teve a voz de prisão ratificada pelo delegado Joceli Pereira Galli, por roubo consumado.

O veículo da vitima sofreu danos de grande monta. Ele passou por perícia e foi guinchado até o plantão policial. Em seu interior estavam pertences roubados das vítimas, que foram devolvidos aos respectivos donos.

 

Estrebucha, menina!


Agora que fiquei velho, que não sou mais rebelde, nem transgressor; agora que cruzo a rua na faixa e paro o carro para o pedestre atravessar, eu queria confiar na polícia.
Agora que eu tenho medo de assalto, agora que confiro duas vezes se a porta da frente está fechada, agora que eu olho pra ver se ninguém está me seguindo quando saio do banco, eu queria acreditar na polícia, queria mesmo, dar bom dia para o policial do quarteirão, como fazia com o Guarda Civil da minha infância, aquele com a farda azul-marinho linda e espadim e luvas brancas, que ficava na porta do cine Júpiter, na Penha.
Queria conhecer os rapazes da rádio patrulha do meu bairro aqui, reencontrar, sempre que saísse para caminhar, uma dupla Romeu-e-Julieta (um policial masculino e um feminino, patrulhando a pé as ruas, alguém se lembra?), deixando a vizinhança mais tranquila.
Eu queria, mas não consigo.
Eu tenho é medo da polícia.
Mais medo do que quando eu era hippie e cabeludo e a PM descia a borracha porque a gente era tudo "maconheiro vagabundo".
Mais medo do que quando a polícia corria atrás da gente a cavalo e a pé, jogando bomba de gás lacrimogêneo pelas ruas do centro de São Paulo, no tempo das greves dos estudantes, anos 1970.
Mais medo do que quando, aos 17 anos e sem carteira de habilitação, era o motorista da família, buscando caminhos alternativos para evitar as blitze que existiam então.
Eu morro de medo de um policial que diz 'estrebucha, filho da puta' para um rapaz que está de fato estrebuchando, espumando, morrendo na frente dele e de uma câmera de celular.
Caramba, eu tenho pesadelo com esta voz que também pergunta pro outro rapaz ferido: "Ainda não morreu?".
Pavor!
Não era pra ter medo, ou seja, era pra estar acostumado, porque essa é a mesma polícia que, numa lista infindável de façanhas do tipo, executa numa emboscada uma suposta quadrilha de assaltantes de caixas eletrônico, só pra 'mandar um recado para a bandidagem'.
O problema é que o recado se espalha com o pânico que essa polícia de São Paulo causa nos cidadãos minimamente preocupado com valores ultrapassados como direito à defesa, presunção de inocência, Justiça etc.
É toda ela assim, a polícia de São Paulo, atua na base do atira primeiro e pergunta (e xinga...) depois?
Claro que não: houve, há e haverá sempre os bons policiais, que certamente devem ter um baita medo de certos coleguinhas de farda completamente desequilibrados.
Outro dia apareceram alguns desses soldados de verdade na TV, tentando controlar aquelas meninas doidinhas de cheirar cola que ficam brincando de fazer arrastão na Vila Mariana, bairro de classe média de São Paulo.
Com paciência de Jó os PMs (gostaria de saber o nome deles...) cercavam as crianças tresloucadas, procuravam conversar, seguravam as meninas com idades entre 6 e 12 anos que detonavam a sala de uma repartição pública, tentando fugir.
Vendo a cena, quantos de nós não teve vontade de dar umas palmadas naquelas pequenas delinquentes, filhas de grandes delinquentes, frutos de um Estado que delinque? É assim que se faz, não?
Os soldados que mantiveram o controle emocional e atuaram corretamente com as crianças são, na verdade, exceções que confirmam a regra, de uma polícia que assusta em vez de tranquilizar, que respeita uma única lei, a "lex talionis", olho por olho, dente por dente.
E o pior é que muita, mas muita gente mesmo gostaria que estivessem 'trabalhando' ali no caso das crianças alguém que resolvesse o problema na base do "estrebucha, menina, estrebucha"...
Luiz Caversan
Luiz Caversan, 55 anos, é jornalista, produtor cultural e consultor na área de comunicação corporativa. Foi repórter especial, diretor da sucursal do Rio da Folha, editor dos cadernos Cotidiano, Ilustrada e Dinheiro, entre outros. Escreve aos sábados para a Folha.com.

Uma sociedade enferma


Mauro Santayana
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Quando usamos o termo “corrupção”, quase sempre o associamos ao peculato. Corruptos, no entendimento comum, são os que roubam do patrimônio público. Mas a corrupção do Estado não se restringe aos subornos, à lavagem de dinheiro, ao superfaturamento das obras. Nem mesmo aos crimes maiores, de transferência do patrimônio nacional aos grupos privados, nacionais e estrangeiros, como ocorreu no caso das privatizações.
Corrupção, antes de ser vocábulo assumido pelo léxico político, significava infecção, putrefação dos organismos vivos. Assim, qualquer perversão dos grupos sociais — e, principalmente das instituições políticas — pode ser entendida como infecção e putrefação — enfim sintomas de gangrena que, sem a rápida intervenção cirúrgica nos órgãos atingidos, evolui para septicemia.
A violência policial é um tipo de corrupção, esteja (o que costuma ocorrer) ou não associada às propinas e subornos. O grande problema das forças policiais é o da falta de seu controle efetivo pelas autoridades políticas e judiciárias. O parlamento é um poder desarmado. Desarmada é a Justiça. A supremacia do poder desarmado sobre o poder dos homens, armados e pagos com os recursos tributários dos cidadãos que trabalham, é convencional. Ele deriva da credibilidade dos governos e de respeito ao Estado, sobretudo de parte dos homens armados, que devem ser educados a fim de acatar as leis e obedecer às autoridades constituídas pelo povo – em lugar de ser adestrados e instigados para matar.
A polícia sempre foi violenta. Mas havia, no passado, um sistema de pluralidade dos organismos de repressão que representava, mal ou bem, certa garantia contra os excessos. O policiamento ostensivo urbano estava a cargo da Guarda Civil, quase sempre dotada apenas de cassetetes. No Rio de Janeiro havia a Polícia Especial, de origem não muito elogiável, desde que fora criada por Filinto Strubing Muller, Chefe de Polícia do Distrito Federal, cujo nome germânico, naquele tempo de nazismo ascendente, tinha perigoso significado. Esse corpo se destinava a conter as manifestações populares a porretadas, enquanto a polícia política, sob o comando do mesmo homem, torturava e matava. A Guarda Civil, apesar de atos esporádicos de violência, era mais ou menos “civil”, e normalmente respeitada pelas pessoas. 
Em um dos sambas de Noel Rosa, essa simpatia se expressa nos versos de O orvalho vem caindo, quando o morador de rua canta que seu despertador “é o senhor guarda-civil, que salário ainda não viu”. Nos Estados, a Polícia Militar, nos grandes centros urbanos, quase não era vista. Limitava-se a proteger os edifícios públicos, a garantir a segurança dos presídios e, eventualmente, a intervir nos distúrbios de rua, em que agia com violência generalizada, em que raramente havia mortes.
O vídeo que a Folha de S. Paulo está divulgando, em sua edição on-line, é um murro na cara de todos os homens decentes neste país. O escárnio dos policiais, diante de um homem, supostamente baleado por eles mesmos, que agoniza, e diante do outro, ferido aparentemente com menos gravidade, com as frases abjetas: “estrebucha, filho da p.”, e “ainda não morreu, não, tomara que morra antes de chegar ao hospital” horroriza os homens de bem. Tal como a corrupção dos meios políticos, essa corrupção nos organismos policiais — em que há também dinheiros sujos — deve ser combatida por toda a sociedade. A ousadia desses policiais arbitrários e insanos, que torturam e matam, não tem limites e, se não houver a mobilização nacional, em breve eles que se acham senhores do bem e do mal, associados ao crime organizado, assumirão o poder de fato no país. 
O assassinato da juíza Patrícia Acioly, que, pelos indícios reunidos, foi executada por homens da Polícia Militar do Rio de Janeiro, demonstra a que nível de audácia essa organização criminosa chegou. Dela participam os bandidos comuns, os grandes traficantes de drogas e as “milícias”, constituídas de meliantes fardados, como todos sabemos e, em muitos casos, sob proteção política. Seria conveniente que novo corpo armado, de âmbito federal, e com o objetivo específico de policiar a polícia, fosse rapidamente organizado, nos moldes da Polícia Federal. Esses policiais teriam que ser muito bem pagos, bem treinados e dotados de armamentos sofisticados e poderosos, a fim de intervir rapidamente e extirpar a gangrena que ameaça generalizar-se. E não poderiam intervir nos estados em que estivessem destacados, como forma de preserva-los da corrupção local. Os governos estaduais, responsáveis pela segurança em seus territórios, irão, naturalmente, aceitar a ação dessa força nacional. A nova corporação não pode ser tímida como a que foi criada recentemente — constituída de integrantes das polícias militares estaduais — que não se encontra devidamente armada, nem adestrada, para ações dessa amplitude.
Para a tranquilidade da cidadania, quanto mais corporações policiais houver, melhor. Quanto mais difuso for o controle sobre tais corpos armados, e quanto mais rigorosa for a punição contra os abusos policiais, menos riscos correremos.
A violência, no entanto, não é só policial. A violência social contra os pobres – obrigados a abandonar os lares e os filhos nas ruas, a fim de trabalhar a dezenas de quilômetros de distância – explica a crescente delinqüência de menores, como no caso do bando de crianças de menos de 12 anos, que se dedicava a “arrastões”, e foi detido, há dias, em São Paulo.
Uma sociedade que é cúmplice da violência contra os pobres, acaba sendo dela também vítima.

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